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O polícia…



Tive este sonho há mais de 12 anos. Na altura, estava a tirar o curso, no Porto.
Sonhei que era de manhã cedo e ia atravessar uma avenida a caminho de casa. O sinal estava verde para os peões e amarelo para os carros que vinham de uma rua perpendicular. A ¾ da minha travessia surgiu, da rua perpendicular, uma carrinha branca que não parou na passadeira. Só tive tempo de dar um salto para a frente a fim de evitar ser atropelada.
Assustada, olhei para o passeio e vi, junto ao semáforo, um polícia que nem se apercebeu do ocorrido. Fui acordada pela minha colega de quarto, uma vez que eu estava muito agitada.
Nessa manhã, saí cedo para ir para as aulas. Não tive a primeira aula e como morava perto da escola decidi ir para casa. Para isso, tinha de atravessar uma avenida (a do sonho). O sinal ficou verde e iniciei a travessia. A ¾ da mesma avenida surgiu uma carrinha branca, vinda da rua perpendicular, que quase me atropelou não fosse eu ter saltado para a frente. Quando olhei para o passeio, não estava lá um polícia, mas um homem vestido de azul-marinho até ao boné…

Marlene Correia, Guimarães (Braga), Portugal

Uma soldado inesperada



Estava na casa onde morei com outras raparigas no meu tempo de estudante. Era tudo confuso, algumas coisas eram iguais àquela época, outras eram diferentes. Sentia-me deslocada e oprimida embora estivesse na “minha casa”. As outras raparigas estavam a implicar comigo e de repente éramos um grupo muito grande de pessoas na margem do rio Douro. Depois, num barco que era tipo plataforma sobre o rio, junto à margem, tínhamos de atravessar o rio a nado, não sabia bem porquê.
A meio da travessia percebi que havia um comandante, e eu e todas as outras éramos
soldados. A ordem, a meio do rio, foi: “Têm de formar a bandeira americana!” De repente, faço “zoom out” e vejo a formação desde a outra margem. Era um grande retângulo quadriculado de cabeças… que ocupava quase toda a largura do rio.
Começamos a “desfazer” a bandeira conforme íamos chegando à outra margem.
Nova ordem: “Atravessem para a margem de onde vieram!”
Eu estava hesitante, cansada, com medo de não aguentar, até porque nadava mal (como na vida real) até que uma soldado me encorajou e lá atravessei o rio.
Mal subi à plataforma o comandante diz-me que fiz tudo mal, pois tinha de ter agarrado nos balões que estavam no rio e retirar os que tivessem na ponta do fio que estava debaixo de água.
Eu não sabia disso e só vi os balões ali da plataforma. Todos tinham completado a missão com êxito total menos eu…

Marlene Correia, Guimarães (Braga), Portugal

Engano emendado




Entrámos num enorme palacete, e recebendo as pessoas estava uma linda jovem.
Ao cumprimentá-la, perguntei:
- Então como vai a puta da vida?
Ela virou-se, de frente para mim, dizendo:
- Como?
Aí, vi que não era quem eu estava a pensar e desculpei-me dizendo:
- Ah! Puta quer dizer pequena e a vida é tão curta...
Escapuli-me com a amiga com quem ia, pela escada acima, e quando estávamos fora da vista, ambas rimos às gargalhadas.
Ainda ria quando acordei.

Maria Fernanda Fernandes, Sidney, Austrália

Coelho falante


Não posso precisar quanto tempo é que durou o sonho, mas as imagens foram estas…
No sonho, estava trajado a caçador e andava à caça na montanha. De repente, vi um coelho. Estava ao alcance da minha arma. Apontei, tinha-o na mira, e quando ia disparar, o coelho virou-se para mim e disse: “Por que me queres matar? Nem sequer és caçador!”
Fiquei surpreendido e baralhado com a reação do coelho. Não disparei, baixei a arma e olhei para ele, assumindo que o coelho tinha razão.

Nota: De facto, eu não era caçador, mas pescador desportivo. Quando jovem, o meu pai (esse sim, caçador) tentou o que pôde para eu lhe seguir os passos. Mas a minha ocupação dos tempos livres foi a pesca. Para sempre.

Pedro Borges, Peso da Régua (Vila Real), Portugal